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A Luz na Arte

Quando pensamos atualmente iluminação, buscamos por um bom desempenho energético, utilizando maior quantidade de luz natural possível junto a, consequentemente, uma boa qualidade na iluminação artificial.
O Light Design (design de iluminação) se desenvolve nesta direção. 
Christopher Cuttle, renomado light designer de âmbito mundial, chegou a propor como alternativa considerarmos também a luz refletida pelas superfícies de uma sala por exemplo, como uma fonte de iluminação.

Para poder descobrir e compreender os princípios da luz na arte e como conceber e produzir boas instalações para espaços arquitetônicos simples ou complexos ao redor do mundo - que também incluam uma iluminação correta e acolhedora - cientistas de conservação em museus e galerias de artes têm buscado estudos mais claros quanto aos possíveis danos que a luz de um modo geral pode infligir em um objeto, e em que light designers podem ajudar para melhor exibir e proteger esses preciosos itens.

E quando falarmos em iluminação para os nossos objetos de arte?

Os visitantes de uma galeria - ou observadores de um item artístico instalado em sua residência ou empresa por exemplo - querem não só ver o objeto, mas também obter uma compreensão de sua natureza e do artista quando da intenção em criá-lo. A interação da luz na mídia de arte pode ser uma fonte tanto de experiência visual como também de degradação de uma obra. 
Como estes padrões de iluminação interagem com a arte e influenciam em nosso processo de percepção visual com o objeto em elementos como a leveza, a coragem, a textura e o brilho?

Forma, cor e luz 


Uma obra de arte pode ser considerada um objeto que foi elaborado
para interagir com a luz.
Um artista que aplica tinta sobre uma tela, está adicionando a ela pigmentos que, sendo substâncias químicas com propriedades de absorver certas bandas selecionadas no espectro da luz incidente sobre a sua superfície, consequentemente modificam este espectro de luz refletida.
Existem tecnologias e técnicas de aplicação capazes de modificar ainda mais as interações da luz com as obras de arte, dando textura às camadas de tinta e afetando a incidência da luz sobre elas.
Em esculturas, a iluminação que se projeta sobre o mármore por exemplo, deve ser bem controlada para que a luz refletida em sua superfície não seja exagerada. Grosso modo, o mármore tem uma textura opaca, o que pode gerar padrões fortes de luz e sombra. Como ele também pode ser alisado ou polido, mostra quando tal, reflexos espetacularmente brilhantes. Nos longos períodos de trabalho em estúdio, estudantes de arte estão sempre preocupados com o desenvolvimento e gerenciamento do controle da interação da luz com sua obra.
Para que as obras de arte sejam efetivamente bem exibidas, a iluminação deve ter o potencial de revelar os atributos visuais sobre o qual ela foi originalmente concebida.
A iluminação para arte requer um Light Designer que compreenda a mídia artística e saiba como ela reage às interações com a luz, permitindo que todos os seus atributos visuais artísticos sejam então revelados ao espectador.

A experiência da Capela Sistina 


A comunidade do museus sempre reconheceu as dificuldades práticas, o alto custo e a não sustentabilidade para se manter uma umidade relativa e temperatura ideais nos ambiente de exibição de artes - onde um único padrão somente, não é o mais adequado ou necessário para todos os objetos reunidos em uma mesma coleção.
Em 2008, o Instituto Internacional de Conservação (IIC) apresentou a primeira de uma série de discussões em mesas redondas, denominadas Diálogos para o Novo Século: Discussões sobre a conservação do patrimônio cultural em um mundo em mudança.
"Mudanças climáticas e coleções de museus" explorou como tema as mudanças climáticas e seus potenciais efeitos sobre o patrimônio cultural mundial.
E destas discussões, nasceu um de seus melhores experimentos: a Capela Sistina, lugar que abriga o maior conjunto fixo de obras de arte da história (tesouros como os de Michelangelo, Botticcelli, Pinturicchio, Perugia e Signorelli encontram-se reunidos nela) ganhou no ano de 2014 uma vida nova, não só depois de uma recente restauração mas também, do grande reavivamento proporcionado por uma moderna iluminação e ventilação. A empresa alemã Osram, na ocasião equipara a Capela Sistina em Roma com novíssimos equipamentos de iluminação em Led.
Após finalmente 500 anos, os níveis da iluminação do conjunto foram elevados e, seu consumo de energia caiu para menos de 60% comparado ao sistema de iluminação antigo.
A coloração do patrimônio artístico foi toda customizada e adaptada cientificamente, com aparelhos de alta precisão - conforme a coloração original das pinturas de Michelangelo - permitindo que sua arte fosse iluminada uniformemente e sem brilho direto ou ofuscante aos olhos dos visitantes.
Quando pintou estes afrescos no início do século XVI, o gênio renascentista Michelangelo contava com o interminável sol italiano, fluindo através das altas janelas da capela para iluminar a sua representação de “A Criação” no teto e o seu monumental “Juízo Final” na parede do altar. Mas na década de 1980, quando as autoridades dos museus do Vaticano perceberam que a radiação ultravioleta vinda da luz do sol, estava causando o desaparecimento das cores originais nos afrescos, todas as janelas foram cobertas. Uma iluminação de baixo nível instalou-se então, tornando difícil de se ver toda a beleza das imagens ali expostas - mesmo depois de uma trabalhosa restauração (imagem abaixo) nos afrescos originais.

A esperança era de que um projeto luminotécnico com luz em Led proporcionasse uma melhor experiência na visualização e, ao mesmo tempo, minimizasse a degradação progressiva das obras, especialmente porque já era sabido que o Led não emite energia danosa na faixa de raios UV e nem fornece calor como outras fontes de iluminação convencionais - a luz do Led é sempre fria, não desbotaria os pigmentos delicados das pinturas e ainda reduziria o aquecimento no conjunto arquitetônico em até 50%.
Especialistas em medição de reprodução de cores da empresa inicialmente analisaram, junto a técnicos do Vaticano, a pigmentação dos afrescos sem qualquer contato físico, em 280 pontos das pinturas renascentistas do artista italiano para determinar o espectro de luz refletida e assim, controlar os quatro canais de cores (vermelho, verde, azul e branco quente) para de fato apresentar os afrescos como Michelangelo os via realmente há 500 anos atrás.
A equipe especificou então uma temperatura de cor de 3.500 K (Kelvin) para a Capela Sistina.
As luzes foram instaladas fora do campo de visão humano, embaixo das janelas, assegurando que elas fossem emitidas na mesma direção que a luz natural do dia. Refletores potentes em Led também foram posicionados estrategicamente para ocasiões especiais como as missas e os eventos públicos com o Papa.
Até então, a arte do conjunto era enxergada insuficientemente, de acordo com a entrada da luz do dia e limitada por restrições tecnológicas muito conservadoras.
A iluminância de aproximadamente 50 a 100 lux (anteriormente era de 5 a 10 lux) garantiu que a arte de Michelangelo fosse afinal claramente discernida, mas com um mínimo de envelhecimento e degradação possíveis.



Além da qualidade na iluminação, a economia foi outro ganho que se deu, não só em função da mera instalação dos componentes em Led, mas também no planejamento do projeto luminotécnico como um todo, que iluminou a capela com grande precisão e sem desperdícios de luz e energia - necessária para acendê-la.
Especialistas de outros grandes museus e galerias ao redor do mundo que também implantaram a iluminação em Led, ficaram impressionados.
Relatórios da National Gallery e também da National Portrait Gallery (Londres) constataram que, com base em experimentos em diversas alas do museu, a tecnologia Led oferecia vantagens muito claras: embora os benefícios da economia de energia com o Led fossem evidentes. Testes produziram um inesperado consenso entre o diretor, curadores e conservadores da Capela Sistina em relação às qualidades estéticas da luz em Led, que foi considerada muito superior ao sistema de iluminação de tungstênio existente anteriormente.
O Led tende a produzir uma luz suave e difusa, que não super enfatizava a superfície das pinturas, sendo que a ‘frieza’ relativa de sua iluminação correspondia mais estreitamente à luz natural filtrada.

Para Elizabeth Lev, historiadora de arte e especializada em Vaticano, "...sempre houve um sistema de iluminação na Capela Sistina, é claro, mas ela era mais para sua manutenção e, na verdade, depois de um tempo ela acabou se tornando um obstáculo para a melhor compreensão das nuances nas cores de Michelangelo. Este novo sistema [Led] ilumina tudo: recoloca os fios de ouro nas 400 pinturas, aquece as sibilas [personagens da mitologia greco-romana] brilhantes e os profetas de Michelangelo no teto, além de trazer de volta para a luz os elementos antes escondidos pelas sombras. O efeito mais notável é a valorização do halo de luz em torno de Jesus no “Juízo Final”. A maioria dos visitantes nem imagina que, por anos e anos, vimos essas mesmas obras espetaculares sob uma luz muito escura",  completa Elizabeth ao jornal Independent.



Hoje, a mesma empresa responsável por todo este avanço tecnológico também já iluminou externamente a Praça de São Pedro no Vaticano e, ainda para o final deste ano de 2018, inaugurará uma nova iluminação na Basílica de São Pedro - tudo com a alta tecnologia da iluminação em Led.

Luz e visão na arte

A luz é um fluxo de fótons, onde um fóton é uma partícula elementar de energia radiante. No vácuo, todos os fótons viajam na mesma velocidade (velocidade da luz). A taxa de vibração pode variar em uma vasta gama e, essa diferença faz com que os fótons tenham propriedades muito diferentes.
Uma densidade luminosa incidente de um lúmen por quadrado é igual a um lux, e esta é a unidade de iluminância.



A curva em forma de sino mostrada na figura acima foi estabelecida por pesquisas, empregando observadores humanos e representa uma resposta visual típica para um observador. Quando a luz é incidente sobre uma superfície, a densidade do poder radiante pode ser medida em watts por metro quadrado (W/m2). O poder radiante é avaliado como lumens (lm), e a densidade de lúmens incidentes é dada em lux (h), onde um lux é igual a um lúmen por metro quadrado. Desta forma, em vez de ser fisicamente uma quantidade de calor, o lúmen é uma quantidade psicofísica. Conforme padrão internacional definido desde 1924, um lux será sempre um lux, não importando em que parte do mundo você encontre-se como um observador.



A refletância é a densidade luminosa incidente de um lúmen por metro quadrado. Os valores de refletância são fatores importantes no design da iluminação. Deve-se levar em conta a luz refletida, a luz transmitida e a luz emitida por um material auto-luminoso.
Existe outra medida de iluminação mais especializada, que trata a luz em diferentes elementos dentro do nosso campo de visão, chamada luminância. Ela define a intensidade luminosa de um elemento em uma direção específica  relacionada à área projetada, pelo que chamamos de "candelas por metro quadrado" (cd/m2).
Conforme diminuímos muito os níveis de luz em um ambiente, causamos uma perda mais gradual em nossa habilidade de discriminarmos os detalhes finos e as verdadeiras cores de um alvo a ser observado.
Nossa visão fotópica consegue uma excelente discriminação de cor, enquanto a visão escotópica deixa as cores nos parecerem sempre iguais. Quando nossa visão é adaptada dentro da faixa escotópica, o poder radiante na retina é insuficiente para estimular nosso cone receptivo. A visão humana depende inteiramente das hastes (que percebem e capturam os sinais de luz, determinado brilhos e sombras). Embora hajam 120 milhões de receptores de hastes em cada uma de nossas retinas, grande parte deles estão conectados a grupos neurais, sacrificando a resolução de nossa sensibilidade - o que torna impossível fixar a visão sobre uma pequena área de interesse. A não uniformidade na distribuição dos fotorreceptores da retina afeta significativamente a nossa visão específica.
Nossos olhos não devem ser pensados ​​como dispositivos de imagens, a exemplo de câmeras digitais, mas sim como incansáveis instrumentos rastreadores de busca. Juntos, nossos olhos cobrem em pouco mais de 180 graus o plano visual horizontal, com uma baixa resolução. Quando um evento chama a nossa atenção, nossa cabeça gira e nossos olhos se fixam a ele, isto é, cada olho se alinha para focar a zona de interesse em sua fovea - região central da retina do olho humano onde se concentram os cones e onde se forma a imagem, que será então transmitida ao cérebro. Os músculos que giram os nossos olhos, os submetem a uma série de movimentos rápidos, resultando na varredura da área local pela fovea. Este é o processo que nos permite formar rapidamente uma impressão geral de um ambiente desconhecido, redirecionar a nossa atenção para os itens de interesse e, depois aí sim, examiná-los melhor em uma alta resolução.

Imagem: fontes de luz em caixa de vidro 

Ao mesmo tempo, nossa atenção também pode ser atraída para o elemento mais brilhante em nosso campo de visão, particularmente onde haja uma fonte de alto brilho aparecendo perto do item de interesse, trazendo como resultado um desconforto por causa do excesso de brilho. 
Detalhes refletidos nos objetos de arte são cruciais para revelar-nos a qualidade das superfícies observáveis, mas grandes fontes de luz direcionadas a um objeto também podem reduzir a nossa visibilidade quanto ao seu detalhe, lançando um véu luminoso sobre parte ou totalidade do "alvo" observado.
Em meio a tanta "bagunça", quando nada em especial chamar a nossa atenção, haverá um tipo de informação mista em nossa observação, não deixando assim olharmos para a peça artística com outras "coisas" pedindo simultaneamente a nossa atenção visual. Não teremos espaços neutros na imagem vista para que nossos olhos possam descansar e, desse modo, a mensagem da obra de arte em questão não será perfeitamente entendida.
Um exemplo para esta situação são esculturas cobertas por redomas de vidro altamente refletivas (ilustração acima). 
Para evitar a probabilidade de que muitos reflexos ocorram ao redor do objeto de arte em exibição, é necessário garantir um "fosqueamento" na superfície de seus materiais de suporte (como a redoma de vidro).  
Não é necessário exibir objetos de arte contra fundos escuros. Embora eles possam ajudar no contraste para observação, os fundos escuros também capturam demais a nossa atenção e fornecem uma aparência muito estimulante, levando novamente a sensação de desconforto e sobrecarga visual.

Em uma observação artística, é necessário sempre distinguirmos todos os contextos que nos revelam os detalhes finos entre os objetos exibidos e seus arredores. E o olho humano está muito bem preparado para isso.

Observadores humanos são capazes de distinguir 10 milhões de diferentes tipos de cores.

Na observação da arte pelo olho humano, o chamado IRC (índice de reprodução de cor) também é fundamental na aplicação correta da luz para o objeto de arte. Um IRC entre >90 e >100 é o recomendável para todos equipamentos em Led usados em Museus e galerias de arte. E, como sempre, é muito importante que estes valores estejam corretos, para que a aparência dos materiais coloridos empregados no objeto de arte nos pareça a mais natural possível.
A visão geral no tom do objeto, dependerá muito da temperatura de cor usada na sua iluminação, ou CCT (temperatura de cor correlacionada), que é definida em Kelvin (K). Os efeitos gerais da temperatura de cor na iluminação podem ser classificados como quentes, intermediários (neutros) ou frios.
A escala "K" de temperatura de cor (kelvin) é a usada para definir o tom da iluminação em Led, de modo que, à medida que o nível desta temperatura aumenta na sua numeração, a aparência das cores no objeto de arte também vai mudando - de quente para média, de média para a fria e assim sucessivamente - dependendo do equipamento em Led que está sendo usado.
Se aplicarmos uma lâmpada de 2.700K (kelvin) para iluminar a tela de arte em uma sala por exemplo, sua luz no objeto terá aparência claramente amarelada.
Se um CCT (temperatura de cor) escolhido for muito alto para que a iluminação de uma tela de arte coincida com a luz do dia (6.000K), então provavelmente ela não irá combinar muito bem a noite, e vice-versa. Isso significa que, pelo menos em algum momento no decorrer do dia, a iluminação desta tela nos parecerá dar um tom de cor acromática (desbotada) em sua superfície, forjando uma aparência não natural nas suas verdadeiras cores. Uma "nata" esbranquiçada cobrirá o objeto de arte, descaracterizando-o na visão do observador.

Todo excesso de luz reduz a nossa visibilidade ao item de interesse.
Isso é uma deficiência e o seu efeito aumenta com a idade, dificultando a nossa clareza como observador.
Uma pessoa jovem pode levar até 40 minutos para se adaptar completamente a uma luz muito baixa. Comparado com um jovem de 20 anos, apenas metade da mesma luz que o faz observar um objeto atingirá a retina de uma pessoa de 50 anos e, só um terço da citada luz será absorvida por uma pessoa de 65 anos. Os 3 indivíduos verão então a mesma obra de arte de maneiras bem distintas.

Um estudo de Knoblauch (1.997) particularmente relevante para a iluminação em museus, examinou os efeitos da idade avançada na iluminação e sua capacidade de percepção das cores. O teste Farnsworth-Munsell para discriminação de até 100 tons cores, apontou por exemplo que pessoas idosas podem ver melhor basicamente os tons verdes, em suas diferentes nuances entre o amarelo-verde e o azul-verde. Os pesquisadores perceberam também que os efeitos do envelhecimento da nossa visão está relacionado a um menor nível de iluminação no ambiente e o esforço extra realizado pelos olhos no rastreamento periférico. Então, um mesmo quadro de arte por exemplo, não deveria ser iluminado em um ambiente com usuário idoso da mesma forma que seria para um usuário com uma idade mais jovem. As percepções artísticas de ambos serão diferentes. E a iluminação em geral tem um efeito profundo nas percepções das pessoas sobre os seus arredores. Muitas vezes, espaços mal iluminados são tidos como certos, ou no mínimo, mal percebidos. E a arte, que se aproveita muito do conceito de espacialidade, também será prejudicada nestes casos. É aí que entra em ação o verdadeiro projeto de iluminação.

Considere em sua casa ou empresa


-Utilize luminárias corretas para ajudar a distinguir o objeto de arte no ambiente. Equipamentos com emissão de luz direcional e possibilidade de poder trocar suas lâmpadas Led, são os mais indicados - como os modernos spots para trilho eletrificado. A enorme vantagem deste conjunto é a flexibilidade na sua instalação: por ser móvel (não fixo a um único ponto de energia/luz), o mesmo equipamento pode ser transferido do teto para uma parede, dependendo o objeto de arte que queira iluminar. E se a luz ficar muito forte, fraca ou mesmo apresentar algum defeito, é só trocar a lâmpada Led, não o conjunto todo.


-Temperaturas de cor (K), reprodução de cores (IRC) e posicionamento são técnicas básicas a serem implantadas na iluminação de arte.


-Crie um efeito dramático, sutil ou surreal em seu ambiente, considerando não apenas a peça em si, mas também como ela interage no espaço circundante


-Ao iluminar a obra de arte, procure adotar uma luz fria no fundo e uma luz quente na peça para fidelizar cores e contraste.


-Evite sempre que possível a interferência causada por efeitos de espelhos e acabamentos decorativos muito brilhantes no ambiente. 


-Use uma fonte de luz focal na peça de arte que seja três vezes a intensidade (brilho) da iluminação no ambiente, para ajudar a acentuar o objeto sem que a luz sobre ele pareça muito fraca.


-Em um quadro de arte, posicione a luz a um ângulo de 30 graus da peça. Para um quadro maior, adicione 5 graus ao ângulo para evitar sombra. Reduza 5 graus da posição se quiser acentuar a textura de uma pintura (imagem).


-Algumas obras de arte têm sensibilidade ao calor, a radiação UV (ultra violeta) ou Infravermelho (IR). Elas devem ser mantidas longe do sol e demais fontes de calor para melhor preservação ao longo do tempo. 


-O Led é muito econômico. Sua eficiência energética é a melhor dentre quaisquer produtos de iluminação existentes atualmente. Logo, se houver a necessidade de sua casa ou empresa manterem acesos por longos períodos a luz em Led sobre um objeto de arte, fique tranquilo: o gasto será menor, em até 90% se comparado a uma lâmpada dicroica comum por exemplo. E sua arte continuará esplendorosa e protegida da degradação.


-Nunca use lâmpadas halógenas para iluminar o seu objeto de arte, pois elas projetam uma luz carregada de muito calor, deteriorando rapidamente a peça. Na Europa, estas lâmpadas já foram até proibidas de serem fabricadas, desde setembro de 2016. Leia mais a respeito AQUI


-Cuidado com os tons! Evite o chamado 'desbotamento' nas peças, causado por manchas luminosas de cores diferentes das do objeto. Também na arte, peças com tons de cores frias (preto, branco, cinza, azul, alguns rosa, lilás etc) pedem sobre elas uma luz (foco) de cor fria (de 5.500K a 6500K); e as com tons de cores quentes (vermelho, amarelo, verde, marrom etc) pedem luz de cor variando do quente ao neutro (2.500K a 4500K). Veja um exemplo AQUI.




Conclusão



Todo projeto luminotécnico tem que conciliar a real Função da Luz no ambiente com a sua decoração, que inclui aí as peças de obras de arte.
Se a iluminação for para um lugar específico a exposição de artes, esta tarefa ficará em tese, mais fácil pois será considerada a função exibição artística no local do projeto.
Caso seja em locais híbridos como residências ou empresas, com muitas alas dedicadas a peças de arte, outros fatores deverão ser considerados na humanização destes ambientes, sem que haja conflito em relação as atividades ali executadas. Um bom gerenciamento de projeto será necessário para evitar possíveis erros. Considerando o valor financeiro ou emocional agregado ao investimento feito em peças de arte, não faz nenhum sentido que estes objetos sejam iluminados de qualquer maneira, correndo risco inclusive de deterioração.

Para evitar possíveis exageros no calibramento luminotécnico - que pode errar ou para mais ou para menos na aplicação da luz em ambientes de exibição de arte - quanto mais detalhadas forem as informações e medições realizadas nestes locais, maior será a sua exatidão e consequente harmonização. 
O Light Designer para a iluminação em Led - profissional especializado em luminotécnica - desenvolve a elaboração de campos de luz tridimensionais que criam as corretas hierarquias luminosas relacionadas ao campo visual de cada elemento dentro de um ambiente e cenário artístico. 
Quando você fornecer a ele tudo o que precisa para planejar um conceito de design de luz - desde a compreensão de como a iluminação influenciará a sua percepção humana nos ambientes, até a engenharia completa para soluções eficientes e eficazes em equipamento Led - o projeto luminotécnico terá tido então todo o sentido para a sua proposta originalmente pensada.
Sem erros.
E com a sua arte devidamente destacada e protegida, assim como a obra de Michelangelo. 
Neste  ponto, você também pode contar com a experiência dos profissionais da Codlux®.


"A arte é muito parecida com a vida, onde quer que você coloque a maior parte de sua atenção é onde as pessoas vão olhar." 
Jane Conner-ziser (fotógrafa) 


"La noche" - Ernest Carrier (1.860)


Esta publicação é dedicada à memória do Museu Nacional do Rio de Janeiro.


           


Veja mais sobre erros de projetos AQUI
Veja mais sobre exageros no Led AQUI.
Veja mais sobre a Arte e a Luz     AQUI.



Compilação by Robson Giro, especial para a Codlux® - Luz em Led
Fontes: Brasil Alemanha News, Architalia, O Globo 

Literatura: Light for Art's Sake - Christopher Cuttle (foto)



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Furto de LED

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Pega ladrão de led!!!
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Já as aulas regulares do segundo semestre têm começo agendado para 1º de agosto.

Para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos, previstos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), as escolas encerraram a programação pedagógica dia 20 de dezembro último.

As escolas recebem matrículas de novos alunos interessados em ingressar na rede estadual durante todo o ano letivo. Para fazer o cadastro, basta se dirigir à unidade de ensino mais próxima e preencher o formulário. É indicada a apresentação de documento de identidade (certidão de nascimento e RG) e comprovante de residência. No caso de alunos menores de idade, o cadastro deve ser feito por pais ou responsáveis.


Prioridades

Se você é um pai ou mãe, isso significa despesas para compras de materiais e mensalidad…