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Colapso energético à vista?

Olá! Um artigo no The Economist do dia 16 de Outubro de 2021 nos trouxe um sério alerta: viveremos assim tão cedo um colapso energético global? 

Apagões no mundo 

Os líderes mundiais se encontrarão em Outubro/Novembro na reunião de cúpula COP 26 em Glasgow, Escócia, para dizerem o que eles pretendem fazer para chegar a meta zero de emissões de carbono globais até 2050. Enquanto isso, o primeiro susto energético da grande era verde está se desenrolando diante dos seus olhos. Desde Maio, o preço do petróleo, carvão e gás disparou 95%. A Grã-Bretanha, anfitriã da cúpula a ser realizada no centro Cessnock Quay, reativou suas usinas a carvão. Os preços da gasolina nos Estados Unidos chegaram a US $3 o galão. Apagões começam a assolar a China e a Índia, enquanto Vladimir Putin chantageia a Europa lembrando-a de que o seu suprimento de combustíveis depende da boa vontade russa. 

A ilustração acima de Justin Metz com a imagem do novo filme da série Pânico (5º filme da saga a ser lançado em 2022) é só um lembrete de que a vida moderna precisa hoje de energia abundante: sem ela, contas de energia se tornam impagáveis, casas congelarão e negócios serão paralisados. 



Este pânico também expõe problemas no sistema de energia limpa como investimentos inadequados em energias renováveis, riscos geopolíticos e segurança frágil no mercado de energia. Sem reformas rápidas haverá mais crises energéticas e até, revoltas populares contra medidas climáticas. Se em 2020 a demanda global por energia caiu 5% por causa da pandemia (maior queda desde a 2ª guerra mundial), com a recuperação da economia em 2021 o consumo aumentou. Os maiores portos dos EUA bateram um novo recorde na segunda-feira, com 100 navios esperando para atracar e descarregar. Os portos quebraram vários recordes este ano, à medida que as paralisações da COVID-19 atendem a um boom na demanda dos consumidores. O site Business Insider reportou este mês que o presidente Biden anunciou que os portos americanos iniciariam a movimentação de navios 24 horas por dia. Os maiores portos dos EUA bateram um novo recorde dia 18 de Outubro, com 100 navios esperando para atracar e descarregar as suas mercadorias. Os portos americanos já quebraram vários recordes este ano, à medida que cessam as paralisações provocadas pela COVID-19 e o boom na demanda dos consumidores aumenta ao redor do mundo. E os estoques energéticos estão ficando cada vez mais baixos por causa disso: os estoques de petróleo estão agora 94% abaixo do seu nível usual, o do gás europeu estão a 86% e o do carvão indiano e chinês, a 50%. Os mercados restritos (de média-baixa matriz energética) são vulneráveis ​​a choques e a natureza intermitente em algumas soluções de energias renováveis como em manutenções de rotina, acidentes, pouco vento, secas na produção hidrelétrica (América Latina), inundações asiáticas nas minas de carvão etc. O mundo ainda pode escapar desta severa recessão energética se Rússia e OPEP aumentarem sua produção de petróleo e gás. Mas, pode não ser ainda suficiente: o investimento em energia está na metade do nível necessário para atender à ambição de carbono zero até 2050. Gastos com energias renováveis ​​precisam aumentar. E, a demanda de combustíveis fósseis sujos precisa ser reduzida, mesmo sendo ela a responsável por 83% da energia primária. Esta demanda de petróleo e carvão deve mudar para o gás, que tem menos da metade das emissões poluentes. Só que, ameaças legais, pressão de investidores e medo de regulamentações severas levaram a uma queda nos investimentos de combustíveis fósseis em 40% desde 2015. O próximo problema é geopolítico: democracias ricas ao abandonarem sua produção de combustíveis fósseis fazem com que este 'fornecimento' migre para países com 'menos escrúpulos' e de custos mais baixos, como na Rússia de Putin. Esta participação da Rússia por exemplo pode aumentar em 50% ou mais até 2030. Outro problema é a desregulamentação constante no mercado de energia desde a década de 1990, que mudou as outrora indústrias de energia estatais decrépitas para sistemas hoje abertos, com preços definidos pelo mercado - num joguete lobista que fazem os preços dispararem. O perigo agora é que este choque energético atual retarde o ritmo de algum sinal de mudança para a energia limpa. Li Keqiang, primeiro-ministro da China disse que a 'transição energética' deve ser sólida e ritmada, com o uso de carvão sendo ativo por mais algum tempo. O Ocidente, incluindo a América, apoia a energia limpa mas pode mudar de opinião com uma queda de preços da energia suja.



Cessnock Quay, Glasgow - Escócia

Os governos precisam redesenhar os mercados de energia. Garantias de segurança maiores devem absorver a escassez e lidar com a intermitência da energia renovável. Os fornecedores de energia devem manter mais reservas, assim como os bancos geram capital. Mais usinas nucleares, captura e armazenamento de dióxido de carbono ou ambos, serão vitais para fornecer uma base de energia mais limpa e confiável. Uma oferta de energia limpa mais diversificada pode enfraquecer o domínio de 'petroestados' como a Rússia, exigindo mais comércio global de eletricidade via países com ventos ou dias ensolarados, que gerem energia renovável de sobra a ponto dela ser exportada. Hoje, apenas 4% da eletricidade nos países ricos é comercializada internacionalmente, em comparação com 24% do gás global e 46% do petróleo. Construir redes submarinas e converter energia limpa em hidrogênio para transportá-la em navios também é uma opção. Tudo isso exigirá o dobro de gastos de capital em energia - US $ 4 a 5 trilhões por ano. Na perspectiva dos investidores porém, os gestos políticos são desconcertantes. Muitos países têm promessas de carbono zero, mas nenhum plano real de como chegar lá sem que seus cidadãos paguem esta conta com aumento de impostos. Subsídios para energias renováveis e criação de mais obstáculos regulatórios e legais ao investimento de projetos de combustíveis fósseis, tornam hoje o 'socorro as indústrias' pelo setor energético muito arriscado. A resposta ideal ao preço global a ser cobrado pelas urgentes baixas emissões de carbono é ajudar empresas de energia a gerenciar projetos que aumentem suas receitas, ao mesmo tempo que apoiem financeiramente os perdedores desta 'transição energética'. No entanto, a precificação no setor de energia limpa cobre apenas um quinto de todas as atuais emissões. A mensagem de choque é que os líderes da COP26 devem ir além das promessas e lidar melhor em como a transição funcionará. Ainda mais, se eles se reunirem sob a luz de lâmpadas LED acesas a carvão. 

A crise hidro energética no Brasil

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que os preços da gasolina acima de 7 reais chegaram a todas as regiões do país, na última semana. Cidades nos estados do Piauí no Nordeste e Mato Grosso no Centro-Oeste, já ultrapassaram este valor.  Ao todo seis estados registram hoje gasolina acima de 7 reais como o Acre, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os valores mais caros estão no Rio Grande do Sul: 7,5 reais o litro. A gasolina nas bombas do país já subiu 40% este ano. E o preço médio do botijão de gás também subiu muito, ultrapassando os R$ 100 pela primeira vez, num acumulo de alta em 34,36% neste ano. Em Mato Grosso, Rondônia e Rio Grande do Sul, o preço do botijão já é encontrado a R$ 135. Os analistas afirmam que mesmo assim, ainda existe uma defasagem em relação aos valores cobrados no mercado internacional e que a agência estatal terá de anunciar novos aumentos. 

Em declaração recente, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque contrariou o presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que manterá a mais nova (e mais cara!) modalidade de bandeira tarifária, Escassez Hídrica, na conta de luz por pelo menos até Abril de 2022. Segundo ele, é necessário esperar o volume de chuvas nos próximos meses para ver se há possibilidade de alterar esta bandeira - o que seria uma alternativa para segurar a crise hídrica do país. Bolsonaro havia afirmado este mês que iria pressionar o ministério a reduzir o valor da conta de luz nos próximos meses, justificando uma possível normalização do período chuvoso. Porém o país ainda passa pela sua pior crise hídrica em 91 anos, com risco de apagão nos próximos meses. Este ano inclusive, cogitou-se em rumores a volta do horário de Verão para retomar a economia de energia a níveis passados. Mas, nada de concreto aconteceu neste sentido. E os prejuízos nas concessionárias de energia tendem também a aumentar com esta crise toda. O descompasso entre sua arrecadação e despesas pode superar os R$ 16 bilhões até Dezembro, tornando difícil cumprir o desejo do presidente da República em reduzir a bandeira tarifária. E, mesmo ainda estando tão elevado, este  valor definido para a bandeira Escassez Hídrica ficou ainda abaixo do custo real que está sendo bancado pelas empresas. Uma fonte do setor já havia informado que, quando o governo fechou em R$ 14,20 o valor da nova bandeira Escassez Hídrica, na verdade ele teria sido sugerido inicialmente em R$ 24. Como era muito alto (e impopular), decidiram então pelo valor menor. Contudo, o preço geral da energia elétrica no Brasil já vem subindo bem há anos: a média tarifária na casa do brasileiro subiu 84% desde 2010: de R$ 330,70 o MWh para R$ 608,80, segundo dados da Aneel.

Mas, o mesmo exemplo pode não acontecer na cidade de São Paulo.

Um projeto aprovado em primeira votação na Câmera Municipal este mês prevê aumento de 1.108% (!!!) para cidadãos que consumirem média de 30 mil kWh/mês no valor cobrado ao imposto que cobre a iluminação pública criada em 2.002 - conhecida como taxa de Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip). Este imposto cobre os custos das manutenções nos postes da cidade como troca de lâmpadas e outros reparos. Atualmente são cobrados valores fixos de R$ 9,66 para residências e R$ 30,47 empresas. O aumento da taxa fixa subirá para R$ 12,11 e R$ 38,22 mensais respectivamente. Porém, o projeto prevê um reajuste maior na taxa Cosip de acordo com o consumo, variando entre R$ 1 a R$ 570 (em residências) e R$ 2 a R$ 1.139,26 (em empresas). A 2ª votação será realizada em breve pelos vereadores e, caso o projeto seja aprovado e sancionado pelo prefeito, residências com um consumo médio de 30 mil kWh/mês terá cobrança na taxa de R$ 570 - alta de 1.108% comparado aos R$ 9,66 fixos pagos hoje. O consumidor que tiver consumo abaixo dos 300 kWh será contemplado com redução significativa no imposto, pagando menos de R$ 9. Mesmo sendo um aumento absurdo, ele não afetará os valores na maioria das famílias paulistanas pois, o consumo médio delas ficou em torno de 162 kWh/mês e, elas em tese seriam beneficiadas pela proposta com redução da Cosip nas contas de energia. Quem gastar energia elétrica além do limite na cidade, sofrerá com os 1.108% de aumento. Este é mais um claro exemplo da grave situação energética que vive o Brasil. E a crise hídrica pode piorar ainda mais esta situação! 

O Brasil precisa investir R$ 110 bilhões até 2035 pra garantir acesso nacional à agua, diz a  ANA (Agência Nacional das Águas). Os principais mananciais em 44% das cidades do país estão vulneráveis. O valor do cálculo de investimentos inclui a construção de novas estruturas e a reforma das existentes para reduzir suas perdas e melhorar a gestão hídrica. 76% do investimento focaria nas regiões Sudeste e Nordeste, com o maior população. 
Segundo dados do governo: 
-7 milhões de brasileiros vivem em cidades com segurança hídrica máxima
-somente 667 cidades contam com um sistema de abastecimento de água capaz de garantir o fornecimento
-mais de 50 milhões de brasileiros vivem em cidades com baixa ou mínima segurança hídrica
-são 785 cidades nessa condição
-77,3 milhões de brasileiros vivem nas 1.975 cidades classificadas com segurança hídrica média quanto ao seu sistema de abastecimento de água
-em 22% das cidades os sistemas de distribuição têm alto índice de perdas. 

É um quadro dramático e que requer a CONSCIÊNCIA e AÇÃO de todos!
Você tem a noção da quantidade de água existente em nosso planeta? 

Em 2013, o site Hypescience replicou matéria do site Gizmodo dando mais detalhes desta informação: 

Toda a água da Terra (doce, salgada, poluída, gasosa etc) caberia em uma esfera de 1.385 quilômetros de diâmetro. A quantidade de água doce aliás é menor ainda. Na imagem abaixo você pode ver a comparação impressionante entre o tamanho da Terra com a real quantidade de água e ar existentes nela. Todo este ar por exemplo, contém apenas 21% do oxigênio produzido por organismos fotossintetizadores a partir de 2,45 bilhões de anos atrás. E, apesar de cerca de 70% da superfície da terrestre ser coberta por água, o planeta é uma esfera rochosa 'levemente úmida', com uma camada “finíssima” do líquido. O raio total desta esfera seria em torno  de 700 quilômetros - menos que metade do raio da Lua. 


A imagem (clique para ampliar) foi criada por Globaïa’s Félix Pharand-Deschênes baseado no conceito criado por Adam Nieman para a Earth Summit de 2002, na África do Sul. 

Por isso já sabe:

Economize JÁ toda água e energia elétrica que puder! 

Fontes: The Economist, Veja, O Globo, Estadão, Business Insider, Hypescience 




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