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BANDEIRA VERMELHA patamar 2 em Junho de 2021!

Olá! A  ANEEL anunciou ontem, 28 de Maio a bandeira tarifária para o mês de Junho de 2021: ela permanecerá VERMELHA, só que desta vez no patamar 2 - a mais cara no sistema de bandeiras. O custo adicional desta modalidade nas contas de energia será de R$6,24 para cada 100kW consumidos por hora em sua residência ou empresa - mais cara que a bandeira vermelha de Maio passado

Com uma crise hídrica em pleno curso, a conta de luz hoje com a bandeira vermelha patamar 2 este mês denuncia na verdade que, a oferta de energia no sistema gerador está bem menor. Esta crise hidrológica histórica no país revela níveis muito baixos nessa época do ano. Tanto que, o governo já havia alertado sobre uma "emergência hídrica" de Junho a Setembro em 5 Estados - isso após o período de Setembro a Maio ter registrado as piores chuvas em 91 anos nas área das hidrelétricas. Analistas projetam que as cobranças adicionais com a bandeira tarifária devem se manter até o final do ano. O Ministério de Minas e Energia disse que a situação atual é desafiadora, devido aos baixos níveis das represas e que, o foco dos trabalhos é manter o máximo possível de água nos reservatórios. Com a estiagem até o mês de Outubro, há sim a possibilidade de um racionamento de energia. A seca histórica que afeta as regiões das grandes hidrelétricas deve ampliar também a inflação de alimentos e, levar o governo a tomar decisões muito difíceis. O governo deve por exemplo, restringir o uso de água para irrigação na agricultura e o transporte hidroviário, garantindo assim água para hidrelétricas durante o período seco no segundo semestre. E ainda, o governo já decidiu que poderão ser acionadas todas as usinas termelétricas disponíveis, além de já ter autorizado a importação de energia da Argentina e Uruguai. Estas iniciativas também devem afetar o setor agrícola, destaque na economia mesmo em período de crise. 



A revisão para cima na expectativa de crescimento da economia - tem analista dizendo que o PIB poderá crescer 5% - vai demandar mais eletricidade para o bom andamento do setor industrial. 

Assim no Brasil como na China 

O site da Bloomberg noticiou dia 30 de Maio que quase duas dezenas de cidades na principal província industrial chinesa de Guangdong, estão agora racionando eletricidade para as empresas, à medida que a recuperação econômica global e o clima quente do verão aumentam a demanda por energia. Cerca de 21 municípios na província do sul - que abriga quase 130 milhões de pessoas - estão limitando o uso da energia elétrica, cujo consumo na região cresceu 24% este ano até 29 de Maio em relação ao mesmo período de 2020, atingindo um máximo histórico em 21 de Maio.

A energia não foi afetada para residências ou serviços públicos. Negócios e fábricas foram atingidos, no entanto com alguns deles sendo forçados a fechar vários dias por semana, restringindo a capacidade de atender aos pedidos. Vários negócios passaram a comprar geradores portáteis para manter as luzes acesas. O ressurgimento da atividade das próprias empresas e fábricas, que agora enfrentam escassez, é a principal razão para a forte demanda. As altas temperaturas também estão aumentando a demanda por ar-condicionado, enquanto o baixo nivel nos reservatórios gera um fornecimento limitado de energia nas hidrelétricas. A China Southern Power Grid Co. não especificou quais municípios estavam racionando energia. O site de notícias chinês Jiemian relatou reduções no fornecimento de energia elétrica em cidades como Guangdong, Guangzhou, Foshan, Shantou e Dongguan. 

Mais do que nunca agora, é hora de economizarmos toda água e energia elétrica que pudermos no país em meio a toda esta crise hídrica e pandêmica - leia nos links abaixo, como fazê-lo corretamente! 

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Fontes: IG, O Globo, Terra, Correio 24H, Bloomberg

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