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Mega arranha-céus: o sinal de ALERTA está acendendo!

Olá! O mundo da arquitetura literalmente 'tremeu' neste começo de 2021. E os afetados foram os badalados skyscrapers (arranha-céus) das grandes cidades mundo afora. Preocupações com uso excessivo de recursos naturais, abandono de conjuntos inteiros devido a pandemia e home office e até, 'gambiarras' nos projetos estão pondo em xeque agora a importância destas mega construções nas megalópoles do planeta. 

A pergunta que surge hoje é: os mega arranha-céus vão realmente 'morrer'? Vamos aos fatos. 




Talvez umas das repostas possa ser dada por alguns moradores de Manhattan (N.Y.), que pagaram até US$ 88 milhões (R$ 472.120.000,00 em cotação do dia 05/02/21) para morar no 432 Park Avenue - um mega arranha-céu residencial na forma de uma 'tira esguia' de quase 427 metros de altura. Eles agora estão reclamando que o prédio sofre com constantes vazamentos, inundações, paredes quebradas, elevadores defeituosos e aumentos de condomínio causados por inúmeros reparos. O prédio de 96 andares na 432 Park Avenue foi concluído em 2015, sendo então na época considerado o segundo arranha-céu mais alto da cidade de Nova York - atrás apenas do One World Trade Center. Em 2020, o 432 Park Avenue redefiniu o seu posto para:
- sexto edifício mais alto dos Estados Unidos,
- quinto edifício mais alto da cidade de Nova York e
- terceiro edifício residencial mais alto do mundo.




Localizado na Billionaires Row, região conhecida por seu aglomerado de arranha-céus residenciais com vista para o Central Park, o 432 Park Avenue atraiu compradores como Jennifer Lopez e Alex Rodriguez, entre outros bilionários e celebridades ricas. 

Foram necessários avanços tecnológicos e de engenharia de ponta para permitir a construção de super-arranha-céus tão altos em Manhattan. Mas, um dos principais atrativos de venda do novo 432 Park Avenue - sua altura - também parece agora estar causando grandes problemas. Fortes rajadas de vento nas altitudes mais elevadas, estão fazendo a estrutura balançar, afetando os elevadores e cabos do edifício, enquanto que a circulação de ar nas rampas de lixo, portas e corredores, cria uma 'orquestra de ruídos' altos e assustadores. A oscilação constante do prédio também está causando estragos nos encanamentos e dutos, onde os moradores já reclamam com frequência dos vazamentos e enchentes. 


Imagem: vista leste de Nova York pelo 75º andar do 432 Park Avenue. 


Imagem: vista norte de Nova York pelo 75º andar do 432 Park Avenue. 

Um potencial comprador, o bilionário magnata da tequila Juan Beckmann Vidal, tinha um contrato de aquisição para um apartamento de US $ 46,25 milhões (R$ 249.891.000,00 em cotação do dia 05/02/21) no 86º andar em 2016, quando uma 'inundação catastrófica de água' causou grandes danos do 83º ao 86º andar. Quando Vidal tentou desistir do negócio, exigiu o seu depósito de $ 11,56 milhões de volta (R$ 62.077.200,00 em cotação do dia 05/02/21). Os incorporadores do 432 Park Avenue recusaram, levando Vidal a abrir um processo, que foi resolvido discretamente um ano depois. 

Eduard Slinin, residente eleito síndico no ano passado, disse que os custos do seguro aumentaram cerca de 300% em dois anos.  

Um dos desenvolvedores do edifício, o CIM Group disse ao The New York Times que: 

"A estrutura é um projeto construído e praticamente finalizado com sucesso... a empresa está trabalhando em colaboração com o conselho do condomínio... como todas as novas construções, houve itens carentes de manutenção durante esse período". 

As celebridades Rod e JLo compraram uma unidade de 371 metros quadrados no 432 Park Avenue em 2018 por US $ 15,3 milhões (R$ 82.352.250,00 em cotação do dia 05/02/21) - apenas para vendê-la cerca de um ano depois por US $ 17,5 milhões (R$ 94.279.500,00 em cotação do dia 05/02/21). 



Eles decidiram vender a propriedade porque supostamente, queriam algo maior para seus quatro filhos mas não tinham reclamações sobre o empreendimento. Em 2016, a cobertura do 96º andar foi comprada pelo bilionário saudita Fawaz Alhokair por quase US $ 88 milhões (R$ 474.135.200,00 em cotação do dia 05/02/21). Das 125 unidades oferecidas, apenas duas ainda estão disponíveis para venda.


Imagem: Interior de apartamento no 432 Park Avenue. 

O arranha-céu, que custou US $ 1,5 bilhão para ser construído (R$ 8.082.450.000,00 em cotação do dia 05/02/21) apresenta problemas de manutenção que não são comuns em apartamentos mais velhos e degradados de Nova York, de acordo com o site Times.




A inquilina Sarina Abramovich disse ao Times que ela e seu marido pagaram em 2016, quase US $ 17 milhões (R$91.454.900,00 em cotação do dia 05/02/21) por um apartamento de 325 metros quadrados em um dos andares altos do prédio. Quando lá chegaram no primeiro dia, ficaram chocados ao ver que seu apartamento e outras partes do prédio ainda estavam em construção. Em Novembro de 2018, um flange que conecta-se a tubulação explodiu numa alimentação de água de alta pressão no 60º andar, causando uma inundação. Sarina disse que a água entrou em seu apartamento e vários andares abaixo, causando cerca de US $ 500 mil em danos (R$2.685.400,00 em cotação do dia 05/02/2). O gerente geral do prédio justificou o ocorrido como 'uma falha na linha de água' que vazou para os poços do elevador, obrigando dois dos quatro equipamentos a ficarem fora de serviço por semanas. 

Em outubro de 2019, um residente ficou 'preso' por quase 90 minutos, depois que uma 'condição de vento forte' forçou o elevador do 432 Park Avenue a travar. Um engenheiro disse a Times que a oscilação induzida pelo vento faz com que os cabos no poço do elevador se movam, causando lentidão e consequentes desligamentos. Outros mega edifícios apresentam problemas semelhantes. As fortes rajadas de vento também causam ruídos assustadores, à medida que o ar flui entre a porta e os poços dos elevadores e, até algumas divisórias de metal entre as paredes balançam de um lado para o outro. Residentes também relataram que o lixo jogado em uma lixeira embutida, 'soa como uma bomba' ao cair e que, eles frequentemente ouvem rangidos e ruídos em seus apartamentos.

Os moradores também ficaram insatisfeitos por terem sido forçados a pagar mais para 'apenas usar' o restaurante particular administrado pelo famoso chef Shaun Hergatt. Quando o 432 Park Avenue foi inaugurado, os residentes tiveram que gastar US $ 1.200  por ano (R$ 6.456,36 em cotação do dia 05/02/21) só pelo privilégio de comer lá - tendo que ainda pagar por todas as refeições separadamente, com exceção do café da manhã, que era gratuito.


Imagem: restaurante administrado pelo chef Shaun Hergatt. 

Este ano no entanto os residentes devem pagar US $ 15.000 (R$ 80.754,00 em cotação do dia 05/02/21), embora o restaurante tenha reduzido seu horário de funcionamento devido à pandemia. E para piorar, o café da manhã não é mais gratuito. Um grupo de residentes contratou a empresa de engenharia SBI Consultants para estudar as falhas mecânicas e estruturais no 432 Park Avenue. As descobertas iniciais da empresa mostraram que 73% dos componentes mecânicos, elétricos e hidráulicos do prédio não estavam de acordo com os desenhos originais dos projetistas! E, quase 1/4 dos problemas observados apresentavam 'problemas reais de segurança a vida".

O Sr. Abramovich acrescentou:

"Eu estava convencido de que seria o melhor edifício de Nova York. Eles ainda cobram isso como um presente de Deus para o mundo, e não é." 

Como os desenvolvedores de luxo usaram uma brecha para construir torres super elevadas em N.Y. 



Muitos andares do 432 Park Avenue não tem residente algum morando neles. Em vez disso, seus espaços são reservados para equipamentos estruturais e mecânicos. São os chamados 'quebra-ventos', dispostos em dois de cada 14 andares. O 432 Park Avenue tem esta característica, cada vez mais comum nas atuais mega torres: enormes áreas com espaços desocupados. Cerca de 1/4 dos 88 andares do 432 Park Avenue nunca terão residências porque, estão repletos de 'cacarecos' operacionais. E também os novos prédios e mega torres próximos ao 432 Park Avenue são capazes de 'subir ao céu' graças a uma lacuna nas leis de zoneamento labirínticas da cidade de Nova Iorque: pisos reservados unicamente para equipamentos estruturais e mecânicos - não importando o que e o quanto. E estes pisos não contam no tamanho máximo construído de um edifício, de acordo com as leis atuais.



Imagens: no 432 Park Avenue, 2 pavimentos ficam sem moradores, de 14 em 14 andares 

Então, os desenvolvedores usam explicitamente estes espaços vazios para fazerem os edifícios se erguerem muito mais altos do que seria se fossem feitos da forma normal (sem os vãos gigantescos). As torres que mais se beneficiaram desta peculiaridade no zoneamento da cidade de Nova Iorque surgiram da brecha na última meia década: enormes prédios de vidro e aço foram financiados, onde agora luxuosos condomínios são vendidos por milhões de dólares. Muitos se agrupam nos quarteirões que rodeiam o Central Park - a área que concentra alguns dos imóveis mais caros e cobiçados da cidade - se tornando assim uma segunda casa para bilionários chineses, magnatas europeus e outros investidores de fora do país. 




A proliferação desses prédios está provocando uma reação raivosa em meio a um debate mais amplo sobre moradias populares, megaprojetos para os ultra ricos e identidade social da cidade. Agora, o governo está tentando controlar estes desenvolvedores, propondo regras mais rígidas quanto ao limite na altura de um edifício. Muitas dessas novas mega torres porém, ficam vazias a maior parte do ano, de modo que seus proprietários não ficam sujeitos ao imposto de renda local e estadual porque, simplesmente, não residem na cidade de Nova Iorque! Como resultado disso, o estado e a cidade já iniciaram separadamente uma representação agressiva contra eles. Duas outras cidades com mega arranha-céus como Chicago e Miami, têm códigos de zoneamento semelhantes, mas regulam os 'pisos mecânicos'  - como são chamados estes espaços vazios entre os andares - de maneira diferente. Em Chicago, grandes espaços vazios - aqueles com mais de 465 metros quadrados - não são contabilizados no tamanho geral da torre, embora as autoridades digam não saber de reclamações sobre  desenvolvedores que explorem esta regra. Em Miami, os pisos mecânicos são subtraídos do tamanho máximo, a menos que a área seja um átrio ou uma área ao ar livre. Em Nova York, o prefeito Bill de Blasio disse que novas regras a serem propostas “impediriam os desenvolvedores de luxo de manipular o sistema”. 

Em sua defesa, os incorporadores alegam que existem algumas razões legítimas para as grandes áreas vazias nos novos mega edifícios. No 432 Park Avenue por exemplo, 'grupos de seções desocupadas' em toda a torre permitem que o vento 'flutue e estabilize melhor o edifício'.

Mas, parece hoje que não é bem este o caso, conforme mostraram os últimos - e aparentemente eternos - incidentes... 

Corporativo: há uma quantidade recorde de escritórios disponíveis em Manhattan 



Com os trabalhadores presos em casa, a taxa de disponibilidade de escritórios vagos em Nova York subiu para 14,9% em Janeiro - a maior taxa desde 2000, de acordo com um relatório da Colliers International. O aluguel caiu quase 47% em relação ao mesmo período do ano passado. A oferta de escritórios de Manhattan aumentou desde Março, quando a pandemia esvaziou arranha-céus e as empresas, passaram a trabalhar remotamente em Home Office. Os esforços para trazer os funcionários de volta aos escritórios foram prejudicados pelo aumento de casos da Covid-19 na cidade. Enquanto muitas empresas estão reavaliando agora a sua real (e atual) necessidade para os 'espaços de escritórios' - numa tentativa de cortar custos - há algum 'sinal de vida' no mercado: o aluguel em Manhattan atingiu cerca de 176.500 metros quadrados em Janeiro, o nível mais alto desde Julho e, 20% maior do que a média mensal de 2020. 

Os dias dos mega arranha-céus parecem estar acabando 



Pelo menos na Ásia. Só a China, abriga 44 dos 100 edifícios mais altos do mundo, incluindo torres com até 128 andares, chegando a 193 metros. Sete dos 100 edifícios mais altos do mundo estão no município de Shenzhen - o maior número em todas as cidades da China para este tipo de edificações. O país também abriga uma das torres inacabadas mais altas do mundo, a Goldin Finance 117 - também conhecida como China 117 - em Tianjin, importante cidade portuária. Mas uma lei de Pequim pode fazer com que os mega arranha-céus sejam os últimos de um modelo em extinção.

Em Abril de 2020 o governo chinês pediu aos governos locais para reduzirem a velocidade na construção de arranha-céus por causa de preocupações ambientais e de planejamento urbano. O Ministério da Habitação da China proibiu arranha-céus com mais de 500 metros e exigiu controle severo na construção de edifícios com mais de 250 metros de altura. Também pediu aos governos locais que considerassem a real necessidade de novos edifícios com mais de 100 metros. 

São necessários muitos recursos para manter os padrões de segurança de um mega arranha-céu: as despesas de manutenção são altas e o custo de construção é exorbitante. E a pandemia do coronavírus fez repensar a lógica em construir espaços fechados gigantescos. Há muito risco de segurança com arranha-céus em termos de controle de epidemia. Muitos dos arranha-céus da China eram simplesmente projetos de vaidade, em vez de impulsionados por preocupações com os recursos limitados de terras. Além disso, não se espera mais que todos os chineses se desloquem três horas diariamente para trabalhar nos grandes centros urbanos. 

As 'extravagâncias' continuam inspirando a Ásia



Dubai: o Hayri Atak Architectural Design Studio foi muito mais longe no exercício da experimentação ao apresentar o Squall Tower, um conceito de arranha-céu em forma de turbina que seria projetado para adornar o horizonte da cidade. Nele, não é apenas o último andar que gira mas também, todo o arranha-céu pode orbitar sobre a sua própria base. A ideia partiu de um arquiteto turco, Hayri Atak, que propôs este conceito de arranha-céu batizado de Squall Tower, projetado para girar fisicamente com a ação do vento. O Squall Tower é um projeto conceitual inspirado em turbinas eólicas verticais e, ao contrário dos arranha-céus resistentes ao vento, a torre em questão se move de maneira uniforme no ambiente. Uma única rotação é concluída a cada 48 horas, com ou sem vento. Como muitos restaurantes giratórios, a torre permitiria que os ocupantes tivessem uma visão 360° de Dubai, alternando entre vistas do oceano e da cidade. Um heliporto na torre permitiria que usuários e visitantes tenham acesso pelo topo do edifício. Independentemente da direção do vento, o arranha-céu pode ser capaz de gerar eletricidade para uso interno durante sua rotação. 

Não está claro se teremos a chance de ver a torre Squall realmente pronta um dia pois, não há notícias de quando sua construção começará. Mas esse conceito é considerado uma das ideias que mais combinam tecnologia com meio ambiente - apesar de ainda soar muito estranha... 

Prédios tremendo 

E neste mês de maio de 2021, um famoso arranha-céu na China teve que ser evacuado após tremer e ficará temporariamente fechado! Estamos falando do SEG Plaza, um dos edifícios mais emblemáticos de Shenzhen, metrópole chinesa com mais de 12,5 milhões de habitantes próxima a Hong Kong. Concluído em 2000, ele é o 212º prédio mais alto do mundo, com 291,6 metros de altura (ou 355,8 metros, se consideradas as antenas) e 71 andares acima do solo, segundo o site skyscrapercenter.com.



O anúncio do tremor foi feito pelo proprietário do edifício, que balançou por um motivo ainda desconhecido. Autoridades já descartaram a possibilidade de que um terremoto teria causado a oscilação e, engenheiros usaram drones para inspecionar o edifício. A medida entrou em vigor na sexta-feira do dia 21 de Maio e foi revelada pela agência de notícias oficial Xinhua. Nenhum prazo de retorno foi mencionado na nota. O nome do edifício remete ao Shenzhen Electronics Group (SEG), fabricante de semicondutores e eletrônicos, cujos escritórios estão no complexo. Cinco dos arranha-céus mais altos do mundo estão na China, incluindo a Torre Xangai, que tem 128 andares e 632 metros de altura.

Cidades 'afundando'

Em estudo publicado recentemente na Advances, a revista da União Geofísica Americana (AGU), o geofísico Tom Parsons da United States Geological Survey (USGS) alerta um tema urgente em relação às grandes metrópoles: os impactos na terra sólida e a concentração de peso excessivo em áreas relativamente pequenas para suportá-lo.



São Francisco na Califórnia (EUA) tenta provar a hipótese de que, as grandes cidades estão literalmente afundando sob o seu próprio peso - cerca de 80 milímetros cederam à medida que a cidade cresceu no decorrer dos tempos, podendo chegar a 300 milímetros em 2050. O estudo considera os edifícios da cidade de São Francisco com todo o seu conteúdo, excluindo porém a população de 7,75 milhões de habitantes. O total de 'matéria pesquisada' chegou a 1,6 trilhão de quilos, equivalente a 8,7 milhões de Boeings 747. Esse peso sozinho, já seria suficiente para "entortar" a litosfera na qual o centro urbano de São Francisco está apoiado ou mesmo, aumentar suas falhas geológicas (rupturas na rocha que compõe a superfície da cidade). Os cálculos do estudo não levaram em conta veículos, pessoas ou infraestrutura urbana e, podem ser aplicados a qualquer outro centro urbano litorâneo para prever elevações no nível dos oceanos e agravamento no risco potencial de inundações.


Crescimento da urbanização mundial em 2050 (Tom Parsons). 

As conclusões do estudo são de que cerca de 70% da população mundial vai morar em cidades até 2050, causando mudanças drásticas para mega cidades da África e sul da Ásia por exemplo. Mas, esta urbanização desenfreada é um processo esperado em praticamente todas as partes do planeta. 

Luzes 'matando' 

A cidade de Filadélfia na Pensilvânia (EUA) está pedindo que as luzes de seus maiores arranha-céus sejam 'apagadas' depois que alguns deles causaram centenas de mortes de pássaros. A coalizão chamada 'Cidade do Amor Fraternal' tenta impedir que milhões de pássaros migratórios que passam pela cidade duas vezes por ano, colidam com arranha-céus e caiam na calçada.



A 'Bird Safe Philly' anunciou uma iniciativa, a 'Lights Out Philly', programa voluntário no qual muitas luzes externas e internas em edifícios são desligadas ou diminuídas à noite durante a Primavera e o Outono. Este problema de luzes artificiais atraírem pássaros para a morte nas cidades não é novo: centenas de pássaros mortos já foram encontrados pela cidade da Filadélfia em 1970, durante um voo migratório com um teto baixo de nuvens e chuva. E, em combinação com luzes muito altas e brilhantes na cidade, o desastre fica mais evidente!  Os pássaros navegam a noite durante a migração via 'mapa celeste'. Quando não conseguem ver as estrelas em uma noite nublada, ficam confusos com as outras luzes brilhantes das cidades onde também, os reflexos nas janelas dos arranha-céus podem mostrar árvores ou o próprio céu e assim, confundi-los mais ainda.



Cientistas estimam de 365 milhões a 1 bilhão de pássaros são mortos por ano em colisões com prédios altos só nos Estados Unidos, dizimando espécies como os pardais da Filadélfia por exemplo. No programa 'Lights Out Philly' (que ocorre em intervalos até 15 de Novembro) os síndicos e inquilinos são solicitados a desligar voluntariamente as luzes dos edifícios entre a meia-noite e 6h da manhã, principalmente nos andares superiores. Cerca de 20 edifícios altos da Filadélfia (muitos dos quais são icônicos no seu horizonte) se juntam a outras 33 cidades nesta iniciativa, incluindo aí Nova York, Boston, Atlanta e Washington DC. 

Arranha-céus no Brasil  

Se tratando de arranha-céus - em comparação a outras cidades no mundo - o país pode ser considerado ainda um 'nanico'. Mas, avançou muito nos últimos anos em relação as mega construções residenciais. Com duas torres já construídas por exemplo, o Yachthouse by Pininfarina é um famoso projeto nacional com a assinatura da grife italiana Pininfarina, ocupando um espaço nobre ao lado da marina de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Com previsão de entrega para 2021, o edifício terá 81 andares distribuídos ao longo de 281 metros de altura, tornando-se então quando concluído, o maior edifício residencial da América Latina.



No estado de São Paulo, por 2 metros de diferença o Platina 220 vai tirar o título de prédio mais alto da capital paulista do atual detentor da marca há quase 50 anos, o Mirante do Vale, no Vale do Anhangabaú. O edifício faz parte de um projeto que inclui outro gigante, o Figueiras Alto do Tatuapé, com 168 metros de altura e no mesmo bairro. 



Do 34º andar do prédio, mesmo num dia nublado e chuvoso a vista impressiona: praticamente toda a cidade de São Paulo pode vista do alto. O edifício será de uso misto comercial e residencial. Por causa dessa característica, alguns andares terão o pé direito mais alto e, a soma deles já ultrapassou a ideia original. O custo do metro quadrado praticamente dobrou: foi de R$ 3 mil em 2009 para mais de R$ 6 mil neste ano. 

Existiram sim projetos mirabolantes para mega arranha-céus na cidade de São Paulo. Mas isto, a gente conta um pouco mais adiante para você. Continue então acompanhando todas as atualizações para esta postagem aqui no Blog Codlux®. 



Fontes: Daily Mail, The New York Times, MSN, Casa Vogue, UOL, Tecmundo, Globo, The Guardian

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